Não tenho muitos amigos.
A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás.
Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é.
Não que deixemos as relações sociais, as “amizades”. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a sensação que fica é a de que os dias nos afastam desses “amigos” e as amizades são feitas para acabar. Derá?
Aprendi que uma amizade acaba quando descobrimos que ela nunca existiu de verdade.
É que quanto mais vivemos mais egoístas nos tornamos e a aproximação dos outros passa a ter muitos motivos. Ah, os motivos…
Crescemos e os brinquedos começam a ficar mais caros. Ah, os brinquedos…
E nos sentimos usados – degraus. E nos desiludimos. E quando é para abrir o coração, rasgar a alma, nos falta na mente o nome de um único amigo certo. Mas onde estão os amigos?
Há pessoas que não têm nenhum amigo, mesmo que imaginem tê-los.
Ter amigos é uma necessidade. Ser amigo, uma ciência.
Faça um teste: pense em quantos amigos você tem de fato. Um conselho: valorize-os, pois são coisa rara hoje em dia.
Admiro as crianças. Elas têm amigos, são amigas. Elas podem – são inocentes. Por isso não pense duas vezes quando uma delas lhe perguntar: “quer ser meu amigo?”, mas vá com calma. São só crianças.
Abraços.
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Tags: Pérolas, Cândido, Filosofia, Reflexões, Pensamentos


1 comment
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Domingo, 2 Dezembro, 2007 às 7:09 pm
Natalia Acioli
é bem verdade.. amigos são poucos…
e só os percebemos verdadeiramente ..quando estamos nas situações mais difíceis… e os que marcam de verdade …são aqueles da nossa infância!!!
Adoreiii o seu post !!!
Me fez pensar mais nos meus ” verdadeiros amigos” !