Não tenho muitos amigos.

A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás.

Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é.

Não que deixemos as relações sociais, as “amizades”. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a sensação que fica é a de que os dias nos afastam desses “amigos” e as amizades são feitas para acabar. Derá?

Aprendi que uma amizade acaba quando descobrimos que ela nunca existiu de verdade.

É que quanto mais vivemos mais egoístas nos tornamos e a aproximação dos outros passa a ter muitos motivos. Ah, os motivos…

Crescemos e os brinquedos começam a ficar mais caros. Ah, os brinquedos…

E nos sentimos usados – degraus. E nos desiludimos. E quando é para abrir o coração, rasgar a alma, nos falta na mente o nome de um único amigo certo. Mas onde estão os amigos?

Há pessoas que não têm nenhum amigo, mesmo que imaginem tê-los.

Ter amigos é uma necessidade. Ser amigo, uma ciência.

Faça um teste: pense em quantos amigos você tem de fato. Um conselho: valorize-os, pois são coisa rara hoje em dia.

Admiro as crianças. Elas têm amigos, são amigas. Elas podem – são inocentes. Por isso não pense duas vezes quando uma delas lhe perguntar: “quer ser meu amigo?”, mas vá com calma. São só crianças.

Abraços.

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